Sobre os objetivos e a organização do debate no Polo

Começamos aqui a publicar as propostas de programa socialista para o Brasil, que forem enviadas a esta coordenação. Publicaremos todas as que nos forem enviadas por partidos, coletivos, dirigentes e ativistas.

Nesta pequena apresentação tratamos de estabelecer alguns parâmetros para esta discussão, no intuito de ajudar na organização do debate que queremos fazer, da forma a mais ampla possível, em todo o país.

1. Em primeiro lugar, vale a pena lembrar que um programa socialista para o país não deve ser confundido com uma lista de reivindicações. Um programa é, em primeiro lugar uma compreensão comum sobre a realidade do país no contexto mundial e, a partir daí, das tarefas que se depreendem desta compreensão para as transformações que queremos fazer no país e no mundo.

Por outro lado, o programa não desconhece as demandas concretas
da classe trabalhadora e da população em geral. Pelo contrário, ele deve estabelecer uma ponte entre as demandas concretas e atuais da classe trabalhadora e do povo com as mudanças estruturais que transformem o sistema, criando condições para que estas demandas possam ser efetivamente atendidas.

Da mesma forma, o programa deve tratar de estimular e ao mesmo tempo vincular a luta cotidiana em defesa dessas demandas concretas com a luta necessária para que o controle do poder político do país passe às mãos das organizações dos trabalhadores para que os trabalhadores governem a sociedade para poder transformá-la, ou seja com a necessidade de uma revolução socialista;

2. O debate de programa no Polo parte da constatação de que o Manifesto em torno ao qual ele se constituiu é o denominador comum que temos em relação à um conteúdo programático básico. Obviamente a evolução do debate de programa entre nós pode e deve nos levar a enriquecer e melhorar (modificar inclusive) aspectos do mesmo Manifesto. No entanto, o debate de programa que estamos iniciando não tem a pretensão de chegar a um programa comum do Polo Socialista e Revolucionário. Nem isso é necessário, já que o Polo não é nem pretende ser um partido ou uma nova organização.

Portanto, não se buscará nesse debate estabelecer esse ou aquele programa como programa do Polo – seja por votação ou qualquer outro método. Podemos e devemos fazer um debate maduro e produtivo respeitando e valorizando os acordos, mas também as diferenças existentes, onde cada setor mantenha plena autonomia política para defender suas opiniões. Dizemos isso porque o mais importante desse processo há de ser o próprio debate, cujo objetivo deve ser disseminar o mais amplamente possível as ideias do socialismo e da revolução.

3. Para nós a afirmação de um programa socialista para o país – que deve apresentar uma proposta de sociedade socialista, contraposta pelo vértice às alternativas burguesas – deve ser feita numa ótica crítica ao programa dos setores reformistas que disputam também a consciência da nossa c lasse e da vanguarda do movimento para a conciliação de classes, em direção oposta a que defendemos.

4. O debate de programa deve ser feito prioritariamente na base. E deve ser organizada em cada local com liberdade, de acordo com o que definirem as pessoas que se reunirão para discutir. Devemos estimular fortemente a que a discussão de programa chegue ao maior número de ativistas que for possível, em todo o país, num debate construído da forma mais acessível e popular possível, que dialogue com a classe trabalhadora e os movimentos sociais a partir da sua realidade.

5. Além disso, é importante também a organização de debates regionais, estaduais e nacionais, seja sobre o programa em geral, seja sobre temas específicos ou regionais. A organização destes debates estará a cargo das coordenações regionais, estaduais e nacional e podem ser realizados presencialmente ou virtualmente (já surgiram várias sugestões de temas para esses debates, tais como: Reforma ou Revolução; Meio Ambiente; Opressões; Dívida Pública; Juventude; Papel do Estado, etc);

6. Todas as propostas de programa que forem apresentadas para debate serão disponibilizadas na Plataforma Virtual do Polo. Também poderão ser divulgados (via plataforma), para que se tenha acesso em todo o país, informes e relatos sobre debate de programa feito nas regiões;

7. Demais textos, artigos e críticas que cada setor queira fazer
sobre o debate de programa deve ser divulgado através de seus próprios meios de comunicação. A plataforma virtual do polo divulgará aquilo que for definido pela coordenação;

8. O debate de programa deve ser levado às lutas dos trabalhadores e da juventude. Ele precisa ser levado às lutas e organizações da class e trabalhadora e da juventude e estimular esse debate no âmbito dessas organizações; a discussão sobre o socialismo e a revolução precisam ser parte do cotidiano da das organizações da nossa classe. Assim como devemos divulgar e convidar amplamente (nas lutas, e nas organizações) para as atividades de discussão do programa. Dessa forma o processo deve servir para fortalecer as lutas e organização da nossa classe, e também para buscar ganhar mais gente para se somar à construção do Polo Socialista e Revolucionário.

Contribuições globais ao programa

Manifesto dos trabalhadores e trabalhadoras da Cultura e da Arte em apoio à pré-candidatura de Vera pelo Polo Socialista Revolucionário e pelo PSTU

Contribuição do PSTU para o debate programático do Polo Socialista Revolucionário

Contribuição do MRT para o debate programático do Polo Socialista Revolucionário

WhatsApp